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quarta-feira, 15 de junho de 2011

EMEI Pinóquio - plano de ensino do Agrupamento III-E


Professora: Jucirene de Souza

Considerando que a Educação Básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança, é preciso que este ambiente favoreça experiências ricas que contribuem para o desenvolvimento do corpo e da mente de forma global levando em conta as diferentes dimensões do ser humano, tais como motora, afetiva, cognitiva e social.

As relações sociais são um aspecto importante da vida humana, pois por meio delas a criança desenvolve-se psicológica, cultural e historicamente, construindo valores próprios de seu tempo e lugar. Através das relações sociais as crianças constroem sua auto-imagem, sendo necessário que ela conviva e aprenda a respeitar as diferenças existentes entre as pessoas.

É necessário que as crianças explorem seus movimentos, seu corpo e o espaço em que vivem, e para tanto serão muito explorados os movimentos corporais das crianças em diversas situações, como nas atividades de parque, nas brincadeiras, jogos, expressões corporais, danças, teatros entre outras situações planejadas do contexto educativo.

Em relação ao aspecto cognitivo é necessário que a criança observe, interaja e relacione-se com os objetos do mundo físico e com o mundo social, pois de acordo com Kramer (2002) “é no decorrer das atividades que as crianças incorporam dados e relações, e é enfrentando desafios e trocando informações umas com as outras [crianças] e com adultos que elas desenvolvem seu pensamento” (p.21). Assim, entendemos e priorizamos em nossa unidade educacional e em nosso planejamento a necessidade de situações educativas que promovam a interação das crianças com seus pares e com os adultos.

Portanto, é muito importante organizar espaços e tempos que permitam que as crianças expressem-se oralmente, corporalmente e artisticamente, comunicando o que vivem, o que assistem, o que sentem e o que enfrentam, para compreender sua história, seus prazeres e suas dúvidas. Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasil, 1998) “quando as crianças são ouvidas e respeitadas, podem dar pistas importantes sobre a qualidade do que estão recebendo” (p.15, vol.1). As crianças, entendidas como sujeitos de direitos, devem ser respeitadas em suas necessidades, desejos e interesses para que vivam o que é específico de sua idade e de cada uma delas.

A brincadeira é compreendida aqui como uma linguagem infantil, forma de expressão inerente à própria infância. Para brincar é preciso se apropriar de elementos que fazem parte da realidade, possibilitando a construção das regras sociais. Toda brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação, imitação, afeto, linguagem, representação e memória. É no ato de brincar que as crianças estabelecem os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e as relações que possuem com outros papéis.

No brincar ocorre o faz-de-conta, denominado por jogo simbólico, que é um instrumento para a criança criar a fantasia, explorar o mundo ao seu redor. Este jogo permite a elaboração de novas possibilidades, de ideias, para representar um objeto utilizando outro, como por exemplo, a vassoura que se transforma em um cavalo. E entram em cena as imitações dos adultos como a reprodução da postura, gestos e expressões.

Diz Oliveira (2007) que durante as interações que a brincadeira promove, a criança e seus parceiros confrontam suas próprias ”zonas de desenvolvimento proximal “, nos termos de Vygotsky, leva-os a representar a situação de forma cada vez mais abstrata e a construir novas estruturas auto-reguladoras de ação, ou seja, modos pessoais historicamente construídos de pensar, sentir, memorizar, mover-se, gesticular, etc (p.161).

Neste sentido, a criança se apropria das experiências com seu ambiente para criar e imaginar, ou seja, a experiência permeia o desenvolvimento da imaginação. Entendendo a infância com suas características próprias abre-se espaço para a criança brincar e desenvolver.

No agrupamento III E será utilizada a organização em cantos de atividades diversificadas para brincadeiras, jogos diversos, leitura e escrita, produção artística. Contribuindo com a interação de pequenos grupos em brincadeiras e situações diferentes num mesmo momento, o educador circulará pelos grupos e garantirá a atenção individualizada. Nos chamados “cantinhos” podem ser trabalhadas uma enorme variedade de atividades como desenho, pintura, colagens, modelagens, construções tridimensionais, fantoches, blocos de encaixe, quebra-cabeças, casinha, escolinha etc.

Outro recurso importante no espaço da sala é a disposição de um cenário para dar suporte ao imaginário infantil, com almofadas, espelhos, músicas, caixas e túneis para serem usados como obstáculos. Para ajudar na organização da rotina, cartazes com os nomes das crianças, ajudantes, calendário, alfabeto e numerais serão dispostos esteticamente pelo ambiente.

Assim, os diversos espaços, as diversas possibilidades, como a sala, o parque, a horta, os quiosques, as áreas ao ar livre e os jardins serão utilizados como espaços educativos, para o simbolismo do faz-de-conta, serão lugares para subir e descer, serão espaços para as artes, contribuindo para o pleno desenvolvimento da criança, além de proporcionar experiências significativas de interação com as pessoas e exploração do meio, respeitando a criança como um sujeito que está em processo de construção da sua história. Um ambiente que possibilita a curiosidade, a imaginação, o faz-de-conta, a fantasia, as brincadeiras e a criatividade, permite a aprendizagem significativa, o conhecimento de mundo através do afeto e do prazer.

Este ano temos como proposta a temática “Os embalos da MPB continuam: conhecendo a produção cultural brasileira através das diversas linguagens e compondo a história e a cultura infantil” que vislumbra o trabalho educativo com práticas pedagógicas que nasçam da apreciação musical e do fazer musical através do acesso às canções de grandes compositores nacionais, do contato com diferentes instrumentos musicais e as diversas relações com a arte e o conhecimento.

A aprendizagem e o conhecimento se constroem a partir de situações educativas planejadas e possuem objetivos a serem alcançados ao longo do ano:

FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
• Interação com o outro, com o ambiente e consigo mesmo;
• Desenvolvimento da capacidade simbólica;
• Construção da identidade e autonomia;
• Conhecimento de mundo através das diversas linguagens: Linguagem oral, leitura e escrita, artística, corporal e matemática.

LINGUAGEM ORAL/ LEITURA E ESCRITA:
• Participação em variadas situações de comunicação oral e de interação com os pares e com os adultos (expressar desejos, vontades, necessidades, sentimentos, contar as suas vivências);
• Ampliação do vocabulário;
• Leitura e escrita de diferentes gêneros literários e tipos de textos, como cartas, histórias, pesquisas, receitas, recados, convites etc;
• Identificação do próprio nome e dos amigos através de crachás e cartazes;
• Escrita de textos coletivos pela professora;
• Observar e explorar materiais escritos e impressos diversos;
• Ler e escrever a letra da música, num cartaz presente na sala;
• Escolher os livros que deseja ler;
• Ouvir, ler e contar histórias relacionadas à letra da música;
• Interpretar e dramatizar os contos e histórias;
• Produção escrita individual e coletiva de diversos tipos de textos.

LINGUAGEM MATEMÁTICA
• Utilizar a contagem oral nas brincadeiras e diversas situações (cantigas);
• Experimentar representações tridimensionais (massa de modelar);
• Ampliação e conceituação de noções de quantidade, de tempo e espaço, de capacidade e volume, de direção, posição, tamanhos;
• Utilizar medidas para receita culinária.

MEIO AMBIENTE/ SUSTENTABILIDADE:
• Plantio e cuidado da horta ou jardim.

LINGUAGEM CORPORAL:
• Observação do próprio corpo;
• Higiene das mãos;
• Escovação dos dentes;
• Incentivo e orientação do uso do vaso sanitário;
• Equilíbrio e movimentação;
• Movimentos em diferentes espaços;
• Exploração de diferentes materiais e objetos;
• Dança;
• Explorar movimentos inspirados pela letra e melodia da música;
• Realizar as brincadeiras trazidas no texto da canção;
• Explorar os brinquedos do parque, jogos de encaixe e brincadeiras diversas.

LINGUAGEM ARTÍSTICA
Artes visuais:
• Exploração de diferentes materiais plásticos, suportes, texturas e espessuras;
• Cuidado com os materiais utilizados;
• Escultura e modelagem com massinha, argila, gesso, massa corrida, sucata;
• Produção através de fotografia e vídeo;
• Registros relacionados ao tema;
• Fruição e reflexão de diferentes imagens, telas, pintores, esculturas, fotografias, vídeos;
• Expressar-se graficamente por meio de desenho, colagem, pintura e modelagem.

Música
• Apreciação de diferentes ritmos e sons;
• Apreciação de músicas e canções da MPB;
• Produção de sons com o próprio corpo e com materiais improvisados;
• Produção de ritmos e sons com os instrumentos da bandinha;
• Dança;
• Expressão corporal.

Ética
• Colaborar com a organização e limpeza da escola;
• Perceber os seus sentimentos e os sentimentos dos outros;
• Respeitar as diferenças;
• Resolver seus conflitos verbalizando.

As atividades estarão relacionadas à temática , que terá como objetos disparadores as canções do grande e querido compositor brasileiro Antonio Pecci Filho o “Toquinho” .

Fevereiro/ Março/ Abril
Música: Errar é humano

Objetivos específicos:
• Trabalhar questões relacionadas à diversidade;
• Respeitar a si e ao outro;
• Compreender-se como sujeito de direitos, com características próprias.

Práticas a serem desenvolvidas:
• Cartão para troca com os amigos;
• Confecção do livro: Como eu sou;
• Culinária; Gelatina.
• Registro (escrito ou ilustração) da culinária;
• Realizar medições com barbante;
• Vídeo; Toquinho (música Errar é humano);
• Registro do vídeo.


Maio/ Junho/ Julho
Música: A casa

Objetivos específicos
• Trabalhar aspectos relacionados a moradia e família.
Práticas a serem desenvolvidas:
• Pesquisa onde moramos;
• Socialização da pesquisa;
• Gráfico do resultado;
• Colagem com palitos da casa;
• Vídeo: a casa;
• Leitura de livros: Em casa – Heinz Janisch, Os três porquinhos, O porco mau e os três lobinhos – Eugene Trivizas,
• Registro (ilustração?) da música;
• Construção tridimensional de casas com sucatas e da Casa do Toquinho;
• Registro de quem mora em casa – a família; - obra “Família” de Tarsila do Amaral;
• Releitura da obra: Moradia de Candido Portinari.

Julho/Agosto /Setembro|
Música: O mundo das crianças
Objetivos específicos
• Resgatar, brincar, reinventar e inventar diferentes brinquedos e brincadeiras;
• Incentivar e aumentar o repertório do imaginário infantil.

Práticas a serem desenvolvidas:
• Pesquisa das brincadeiras e brinquedos antigos;
• Registro das brincadeiras e brinquedos;
• Leitura de histórias – sugestão: Pedro e Tina – Stephen Michael King, Patrícia – Stephen Michael King
• Visita de familiares para ensinar brincadeiras para as crianças;
• Cantigas de roda;
• Vídeo: O mundo das crianças;
• Registro do vídeo;
• Levar o brinquedo de casa;
• Registro do brinquedo que mais gosta; •.
• Registro do que mais gosta do parque;
• Construção de brinquedos folclóricos com sucata (ex. Barangandão, peão, bilboquê, carrinho, aviãozinho etsc.)
• Culinária: pipoca.

Outubro/ Novembro/ Dezembro
Música: O pato
Objetivos específicos:
• Trabalhar diferentes ritmos;
• Pesquisar e conhecer animais caseiros (?);
• Desenvolver conceitos de tempo/ horas/ dia e noite.

Práticas a serem desenvolvidas:
Construção de instrumento musical;
Representar o relógio;
Vídeo: O pato;
Registro do vídeo; •.
Confecção do relógio;
Pesquisa sobre animais;
Leitura – sugestões: Pato atolado – Jez Alborough, Pato magro e pato gordo – Mary e Eliardo França
Teatro: O pato.

Avaliação
Essa forma de organização da prática pedagógica pressupõe um sistema de avaliação contínuo e processual no dia-a-dia, com o objetivo de avaliar todo o trabalho pedagógico desenvolvido e não só o desenvolvimento e as produções das crianças. Desta forma, é possível a reflexão e a reorganização dos educadores em conjunto, permitindo a reflexão sobre a prática, o replanejamento da ação docente e a superação das dificuldades em todas as partes envolvidas.

EMEI Pinóquio - plano de ensino do Agrupamento III-?





 TEATRO, PINTURA E MÚSICA



Professora: ADRIANA APARECIDA COUTO

Durante esse ano de 2011 continuaremos voltando nosso olhar para a música e, mais precisamente, para renomados compositores da música brasileira.  Considero de extrema importância que esse planejamento seja flexível, como todo planejamento deve ser. Além disso, ainda irei conhecer as crianças que, junto comigo, irão opinar e construir conhecimentos. Parto do pressuposto de que a criança não é um “vir a ser”, mas de que a criança é sujeito, produtora de cultura.

Mas, porque trabalhar a música na educação infantil? Sabemos da importância de se trabalhar o ritmo, os sons, os instrumentos utilizados, as interpretações das letras das composições. Mais do que isso a música é considerada um facilitador da aprendizagem, e também pode ser um instrumento para tornar a escola um lugar mais alegre e receptivo ampliando o conhecimento musical do aluno. Segundo CHIARELLI e BARRETO (2005), é importante salientar que a música é um bem cultural e seu conhecimento não deve ser privilégio de poucos. Os autores acima citados ainda trazem que a escola deve oportunizar a convivência com os diferentes gêneros musicais, apresentando novos estilos, proporcionando uma análise reflexiva do que é apresentado, permitindo que a criança se torne mais crítica. É importante salientar a importância de se desenvolver a escuta sensível e ativa nas crianças. 

Nos dias atuais as possibilidades de desenvolvimento auditivo se tornam cada vez mais reduzidas, as principais causas são o predomínio dos estímulos visuais sobre os auditivos e o excesso de ruídos com que estamos habituados a conviver. Por isso, é fundamental fazer uso de atividades de musicalização que explorem o universo sonoro, levando as crianças a ouvirem com atenção, analisando, comparando os sons e buscando identificar as diferentes fontes sonoras. Isso irá desenvolver sua capacidade auditiva, exercitar a atenção, concentração e a capacidade de análise e seleção de sons.

O compositor que estaremos enfocando neste ano letivo será Oswaldo Montenegro, que tem em sua vida profissional a produção de uma linda obra denominada O Vale Encantado, um musical que nos proporciona um encontro com a magia e a imaginação, envolvendo os clássicos contos de fadas e seus personagens. O trabalho com esse musical perpassará o planejamento durante o ano todo e, além dele também teremos o privilégio da audição (escuta?) sensível de outras composições deste músico extremamente criativo, crítico e apaixonado.

Assim como a música, o teatro é um bem cultural e, como tal, deve fazer parte de nossas vivências na Educação Infantil. O principal objetivo de se desenvolver um trabalho através do teatro é que a criança desenvolva uma maior consciência de si: seu corpo, movimentos e expressões e também que esteja em contato com o outro e até represente ao outro na magia que o teatro proporciona. É importante que a criança possa cantar, dançar, criar, e, enfim, teatralizar. Estaremos também, durante o ano relacionando o trabalho com músicas e teatro a temas como meio ambiente, alimentação, cultura brasileira e culturas infantis.

Por fim, concomitantemente a esse trabalho estaremos também nos deliciando com as obras de arte de Antonio Bandeira, um pintor cearense, que fez mais sucesso em Paris do que em seu próprio país. É considerado modernista e vanguardista da arte de pinturas abstratas no Brasil. Assim que o descobri durante minhas pesquisas através da web, fiquei fascinada com as expressões de suas obras.
  
Fevereiro, Março e Abril: Conhecendo a si e ao outro

Este subtema visa à integração das crianças da turma, a importância de conhecer melhor a si mesmo e ao outro que está no ambiente da escola: crianças e adultos. Iniciaremos também a realização de diversas experiências ligadas ao teatro e que possibilitem um maior conhecimento das possibilidades de seus corpos.

  Recepção das crianças com o crachá do nome, música “Pode Ser” de Oswaldo Montenegro e apresentação da professora.
    Passeio pela escola para também apresentar funcionários.
    Brincadeiras de socialização e integração.
    Confecção pela professora de cartão de boas vindas – uma violinha de EVA;
    Músicas que focalizem o nome na hora da chamada com crachás;
    Leitura de livro com tema amizade: Amigos (autor?).
    Confecção de lembrancinha pelas professoras.
   Livro da vida: confecção de autorretrato, solicitação aos pais de fotos da família, história do nome da criança, foto da criança quando bebê, registro das preferências de cada criança e também de seus amigos.
  Registro do corpo da criança com giz de lousa no chão e também em papel para uma maior consciência corporal.
 Construção tridimensional do próprio corpo com sucata ou argila.
 Escolha da mascote da turma com registro através de fotos e desenhos;
 Interpretação das canções trabalhadas através de conversas e dramatizações: musica Pode Ser de Oswaldo Montenegro.
 Registro das conversas em roda sobre os temas trabalhados.
 Leitura de textos sobre obra e vida de Oswaldo Montenegro e Antonio Bandeira e registro escrito.
 Produção de livro sobre a vida de Oswaldo Montenegro.
 Escuta sensível das diferentes músicas do compositor.
 Observação e conversas em roda sobre as obras de arte de Antonio Bandeira.
 Tocando as partes do corpo.
 Massagem nos amigos.
 Movimentos de acordo com músicas e histórias: andar pela sala, esticar, encolher, correr, ocupar os espaços da sala, andar em câmera lenta, etc.
 Dramatização do conto de fadas Rapunzel com audição (escuta?) da música Rapunzel de Oswaldo Montenegro.
 Música Oficina do Gepeto de Oswaldo Montenegro e conto de fadas Pinóquio audição, leitura e dramatização. (relacionando com nome da escola).
  Confecção de boneco do Pinóquio.
  Pintura de quadros individuais e coletivos inspiradas nas obras de Antonio Bandeira.

Maio, Junho e Julho Vida e arte

Desenvolveremos este tema utilizando audições de músicas sobre água de Oswaldo Montenegro e também dramatizando histórias sobre esse tema. Além disso, estaremos construindo um cenário para nossas dramatizações, uma vez que o teatro nos possibilita criar, com o auxílio de alguns elementos, espaços, atmosferas e mundos diferentes.

 Musicas: Água Viva e Cachoeira: audição e dramatização.
 Registro (escrito ou artístico?) das músicas trabalhadas.
 Maquetes do ciclo da água.
 Conversas sobre a importância da preservação do meio ambiente e produção de livro com registro das falas das crianças.
 Produção do Jornal da turma com os temas trabalhados até o momento, que será socializado com as famílias e toda comunidade escolar.
 Músicas Mel do Sol e Pode Ser: audição, interpretação e dramatização. 
 Construção de cenário em caixa de papelão e outros materiais recicláveis.
 Construção de cenário e encenação de peça sobre o conto de fadas Branca de Neve.
 Confecção de violão de sucata.
 Leitura de livro: Máscaras (autor?).
 Confecção de Máscaras: Branca de Neve e Sete Anões ou outras.
 Confecção de fantoches de meia e criação de teatrinho de fantoches.
 Dramatização através da utilização de fantasias e da audição de peças de teatro.
 Criação de texto de teatro – (produção coletiva?).


Julho, Agosto e Setembro: Conhecendo melhor nosso país

Brasil, nosso país fará parte deste subtema. Enfocaremos algumas características de nosso país quanto à cultura, raças, expressões regionais, ritmos, etc.

 Interpretação das canções trabalhadas através de conversas e dramatizações.
 Conversa sobre ritmos característicos de nosso país.
 Leitura de textos que retratam as diferentes raças que fazem parte de nossa cultura.
 Música: A volta da Asa Branca de Oswaldo Montenegro – a região Nordeste
 Produção escrita de cartas para a família.
 Localização de nosso Estado e nossa cidade no mapa do Brasil.
 Pesquisa com familiares sobre o Estado de origem e suas características geográficas e culturais.
 Observação, fruição e releitura de obras de arte.
 Confecção de Bandeira do Brasil.
 Audição do Hino Nacional e interpretação.
 Pesquisa envolvendo ritmos folclóricos brasileiros: catira, chula, samba do lenço, congada, etc.
 Teatro de sombras.


Outubro, Novembro e Dezembro: Imaginário infantil

Este subtema enfocará alguns aspectos das culturas infantis, tais como mágica, fantasia e animais. Vivenciaremos o circo, a mágica, o príncipe e a princesa. Também trabalharemos Papai Noel e a magia do natal.

•Escuta das músicas: A festa, Rap da bruxa, Anoiteceu no Vale e Deuses são seres tão distantes (Papai Noel) de Oswaldo Montenegro:
• Ilustração ou releituras de obras de Antonio Bandeira.
 Produção de Musical a partir do Musical de Oswaldo Montenegro O Vale Encantado, que poderá ser apresentado na Festa de encerramento
 Teatro com Bexigas.
 Interpretação das canções trabalhadas através de conversas e dramatizações.

Alguns temas permearão nosso trabalho durante o ano e são descritos a seguir:


Cuidando de mim - alimentação e saúde:

Enfocará a importância de uma alimentação saudável em nosso dia-a-dia. O consumo de alimentos naturais e de seus derivados, tais como sucos e outros produtos. As crianças também serão incentivadas a realizarem o plantio de mudas de legumes e verduras na horta da escola, participarão da colheita e degustação dos alimentos in natura e da preparação de receitas.
Autosserviço: As crianças serão incentivadas e orientadas a se servirem sozinhas valorizando a alimentação saudável e a autonomia.

Letramento:
“Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. (...) a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo” (Rubem Alves).
Acredito muito no que Rubem Alves descreve nesse texto. Dessa forma, procurarei trazer muita literatura de qualidade para as crianças, lendo para elas e com elas, para que despertem sua “fome” de ler. O estímulo através da contação de histórias e da leitura de livros infantis é fundamental para a formação de cidadãos leitores. É também através da leitura e produção de textos relacionados aos temas trabalhados, das letras das canções de nossos compositores, que estaremos possibilitando um maior contato da criança com o mundo da leitura e escrita. Dessa forma eu serei a escriba dos textos coletivos, escrevendo palavras que nos ajudarão ver um mundo melhor, mas também as crianças ocuparão o lugar de escritores em diversas situações planejadas.  Durante esse ano montarei com as crianças um fichário das palavras chaves trabalhadas por nós, em um cartaz de pregas. As crianças poderão utilizar dessas fichas sempre que sentirem interesse. A educação deve ser para a vida e a escrita e a leitura fazem parte de nosso cotidiano.

É importante salientar que todas as atividades que compõem este planejamento serão desenvolvidas nas áreas internas e externas do ambiente escolar.  E podem ocorrer na forma de:

 Atividades coletivas: Roda da conversa; oração; calendário; hora da novidade; registros coletivos e individuais; histórias contadas pela professora e pelas crianças; pesquisas para casa com material concreto; poesias; utilização de vídeos em DVD; empréstimos de livros da biblioteca; músicas com expressão corporal; relaxamentos; cuidados e cultivo da horta; cuidado e apreciação do jardim das borboletas; cuidado e contato com as tartarugas em seu recanto; leituras compartilhadas e brincadeiras dirigidas; construção de textos coletivos.
 Atividades diversificadas: Cantinhos das atividades – As crianças registram de várias formas as suas impressões e vivências propostas na classe através de diferentes técnicas, materiais e suportes, como recorte e colagem, desenhos, pinturas, escrita, argila, machê, ilustrações, massa de modelar, giz, construções tridimensionais com sucata entre outras. As crianças poderão ter acesso a diversas situações educativas nos cantinhos de jogos pedagógicos, jogos de regras e construção, modelagem, cantinho do faz de conta; cantinho de leitura e escrita, cantinho dos bichinhos – com diferentes animais para a criança usar sua imaginação e criatividade, dentre outros.
 Integração entre as turmas: nos passeios, nas situações de exploração do meio em que estamos inseridos, na festa dos aniversariantes e em tantas outras práticas planejadas e desenvolvidas durante o ano, às crianças serão oportunizados tempos e espaços para se socializarem com seus pares de diferentes turmas, estreitando laços de amizade, cumplicidade, socializando e construindo conhecimentos. Esses momentos proporcionam diferentes experiências e descobertas de novos conhecimentos, ampliando o universo cultural da criança possibilitando que ela observe, explore e vivencie cada atividade desenvolvida.


Atividades de integração família/escola

Festa dos Estados: evento que ocorre no mês de outubro com apresentações das crianças aos familiares e comunidade escolar, bem como com apresentações de grupos culturais de Campinas e região. As músicas, as danças, as brincadeiras selecionadas para serem apresentadas nesta festa, dentre os temas trabalhados com as crianças ao longo do ano, representam as diversidades culturais do país.

Escola Aberta – exposição aberta à comunidade que traz as belas produções realizadas por crianças e educadores durante o primeiro semestre do ano.

Festa dos aniversariantes: as famílias dos aniversariantes são convidadas a participar dessas festas a cada três meses e sua presença é muito importante para todos nós e principalmente para as crianças que comemoram uma data tão especial junto dos que mais amam.

Avaliação

Realizamos avaliações semanais do trabalho desenvolvido, escritas nos livros de registro que denominamos semanário. Analisamos e refletimos sobre as diferentes atividades realizadas, sobre o desenvolvimento e envolvimento das crianças nas situações educativas e sobre a prática pedagógica do educador, visando um crescimento no que diz respeito ao trabalho realizado junto com as crianças. Portanto a avaliação ocorre de maneira contínua e formativa, uma vez que estamos sempre buscando melhorar nossa atuação profissional através dessas avaliações.

Além dessa avaliação, estarei realizando uma avaliação de cada criança, que terá como embasamento o registro das observações do cotidiano das crianças. Estarei observando e registrando seus saberes com relação a temas trabalhados e também o conhecimento de mundo que já trazem consigo; seu relacionamento com os colegas; seu modo de vivenciar as diferentes situações que acontecem na escola. Essa avaliação será realizada em um caderno próprio para esse fim. Acredito que teremos, dessa forma, um retrato de cada criança.

Bibliografia

Chiarelli, Lígia Karina Meneghetti & Barreto, Sidirley de Jesus. A importância da musicalização na educação infantil e no ensino fundamental. In Revista Recre@rte.  Nº3 Junho 2005.

EMEI Pinóquio - plano de ensino do Agrupamento III-E

OS EMBALOS DA MPB CONTINUAM: CONHECENDO A PRODUÇÃO CULTURAL BRASILEIRA ATRAVÉS DAS MÚSICAS E COMPONDO A HISTÓRIA E A CULTURA INFANTIL 
A importância da música no desenvolvimento infantil

Professora responsável: Elaine Cristina Farias de Souza Cruz

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” (Paulo Freire)
“Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanha pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina.” (Paulo Freire)

A música não pinta o amor ou a aspiração de um dado individuo em dadas circunstâncias, ela pinta a própria paixão, o próprio amor, a própria aspiração.

Através da música o ser humano consegue uma forma de expressar-se sentimentalmente, traz consigo a possibilidade de exteriorizar as alegrias, as tristezas e as emoções mais profundas, emergindo emoções e sentimentos que as palavras são muitas vezes incapazes de evocar. Além disso impulsiona a expressão corporal e faz com que o corpo vibre com a excitação que o abala

A musicalização é um valioso instrumento que auxilia na aprendizagem, pois favorece ao aluno o ato de aprender. É uma linguagem cujo conhecimento se constrói e não um produto pronto e acabado. Traz alegria, descontração, entusiasmo, tudo o que é necessário para um bom aproveitamento escolar. Pela musicalização as crianças ampliam suas relações com o espaço natural ou construído, até mesmo se expressando a partir do corpo, não percebendo que assim, estará transferindo os elementos expressivos encontrados nos estímulos sonoros das composições musicais.

Ao trabalhar com música em atividades pedagógicas o educador é capaz de alcançar objetivos importantes, como:

- Aumentar o interesse pela aprendizagem;

- facilidade na assimilação;

- Descontração;

- Aprendizagem significativa;

- Melhora a interação e a confiança em si mesmo;

- Estimula o desenvolvimento corporal;

- Amplia as experiências sensoriais, afetivas e intelectuais.

A música é um poderoso veículo para criar situações onde os alunos tornam-se sensíveis, adaptados, produtivos e felizes, por isso, precisa-se arregaçar as mangas e trabalhar, buscando novas formas de ensinar, propiciando ao educando a afirmação de sua identidade, domínio, controle, desenvolvimento da parte afetiva, cognitiva, motora e social.

Nas palavras de Saviani (2004):
“A educação musical deverá ter um lugar próprio no currículo escolar. Além disso, porém, penso ser necessário considerar outra alternativa organizacional que envolve a escola como um todo e que, no texto preliminar que redigi para encaminhar para a discussão do projeto da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, traduzi através do enunciado do artigo 18 do anteprojeto, nos seguintes termos: os poderes públicos providenciarão para que as escolas progressivamente sejam convertidas em centros educacionais dotados de toda a infra-estrutura física, técnica e de serviços necessária ao desenvolvimento de todas as etapas da educação básica.” (Revista Presença Pedagógica, 2004, p.17).
Com isso percebe-se que a música não pode estar dissociada das práticas cotidianas das crianças, uma vez que atividades musicais que envolvem o canto, a dança, o movimento e a improvisação já fazem parte do ambiente das crianças, no meio familiar ou fora dele.
O professor deve estar atento aos interesses e às necessidades das crianças, para que elas venham ter prazer nas atividades propostas. O educador pode, utilizando-se da música realizar um excelente trabalho e conseguir em suas aulas um ambiente tranquilo e ao mesmo tempo ativo.

De acordo com Penna (apud Revista Presença Pedagógica, 2002, p.41):
“O mais importante é que o professor, consciente de seus objetivos e dos fundamentos de sua prática – onde a música deve ser encarada como uma produção e um meio educativo para a formação mais ampla do indivíduo – assuma os riscos – a dificuldade e a insegurança – de construir o seu caminho do dia-a-dia, em constante reavaliação.”
As atividades pedagógicas propiciadas através da linguagem musical dizem respeito à relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. O modo de conceber o processo e o objeto dessa aprendizagem é que valoriza a ação pedagógica inserida na prática social concreta, tornando-a mediadora entre o individual e o social.

Sendo assim, após a análise dos benefícios educacionais que são proporcionados através da música, resolvemos nesta Unidade Escolar, fazer da música nosso objeto de trabalho, e o compositor escolhido para as atividades do agrupamento III C foi o conceituado Vinícius de Moraes.
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” (Rubem Alves)
Objetivo Geral

Adaptação: Proporcionar condições adequadas para a criança sentir-se, perceber-se e conhecer-se, estabelecendo relações com o meio em que vive, desenvolvendo, assim, sua sensibilidade, socialização, afetividade e solidariedade, através da interação com o grupo e com o meio. 

Identidade: Favorecer ao aluno o autoconhecimento, a aceitação de si mesmo, despertando o sentimento de auto-estima, percebendo as diferenças, levando as crianças a se identificarem pelo nome e por sua história de vida, assim como a identificar os outros. 

Corpo, alimentação e higiene: Proporcionar o reconhecimento de seu próprio corpo, conhecendo bons hábitos de higiene e alimentação enfatizando sua importância, promovendo o bem estar e a saúde. 

Sentidos: Desenvolver os sentidos, estimulando a coordenação motora, a linguagem oral e a percepção dos órgãos dos sentidos. 

Família: Destacar a importância da família, identificando-se como membro dela, observando os diferentes costumes familiares. 

Números e cores: Contribuir para o desenvolvimento da habilidade lógica-matemática, destacando as cores, formas, volume, relações de grandeza, localização espacial e quantidade. 

Estações do ano: Perceber as mudanças e diferenças de cada estação do ano e das mudanças climáticas que ocorrem ao longo do dia e dos meses. 

Literatura infantil e ecologia: Conscientizar as crianças da importância do cuidado e preservação com a ecologia, fazendo com que as mesmas sintam-se bem no ambiente escolar, buscando atitudes de proteção e cuidado com o meio em que vivem, além de despertar o interesse e o gosto pela literatura infantil. 


Linguagem Corporal

A Linguagem corporal é uma das formas de expressão humana que deve estar presente no processo ensino-aprendizagem da Educação Infantil; é fundamental que a criança se perceba através dos movimentos de seu corpo, envolvendo-se em situações pedagógicas que valorizem a produção com as diversas partes do corpo, pois, a contrução de conhecimentos efetua-se de diversas maneiras, considerando-se a criança como um todo complexo e incompleto, dotado de interesses e necessidades próprias a cada sujeito pertencente ao grupo. 

Segundo Bordenave (1982, p. 59): (...) A metacomunicação pode ser verbal ou não-verbal, isto é, feita quer com palavras, quer com gestos, olhares, tom de voz. É importante esclarecer como funciona a linguagem corporal e o que cada gesto significa, pois o professor só saberá ensinar se de fato conhecê-los. Baseando-se nisso Pease afirma que: 
Reserve pelo menos cinco minutos diários para estudar a linguagem corporal das outras pessoas e adquirir consciência de seus próprios gestos. Os melhores locais dessa leitura são os ambientes onde as pessoas se encontram e interagem. (2004, p.33)
Para que aconteça o desempenho efetivo no decorrer da execução da linguagem corporal é fundamental que o educador tenha um conceito formado e praticado sobre essa linguagem, e consequentemente o mesmo terá como aliado uma grande ferramenta para ministrar uma aula criativa, comunicativa e dinâmica. 

O principal valor que a linguagem corporal atribui em uma sala de aula é a diversidade que ela pode oferecer ao âmbito escolar, pois, através das diferentes formas de construção de conhecimentos é que podemos chegar ao sucesso esperado. Segundo Gam Bardella (2004 pg.21), (...) A Linguagem é a propriedade basicamente humana de manifestar idéias e sentimentos por meio de diversos sons e gestos específicos, sendo o instrumento pelo qual a inteligência é desenvolvida. 

A Linguagem corporal possibilita que o ser humano expresse mensagens sem o uso da fala, pois através de gestos e movimentos ocorrem também trocas de informações na na interação do grupo de crianças de forma espontânea, porém se o interesse do coletivo não estiver presente, o entendimento será de difícil compreensão. 

Corpo – Movimento e Brincadeiras 

Ao desenvolver atividades que despertam a área do movimento é imprescindível perceber aspectos que compõem a estrutura psicomotora da criança, para quem o movimento é tão importante quanto o amor, o cuidado, o descanso e a nutrição. Por meio do movimento, a criança canaliza sentimentos, expressa-se, desenvolve a criatividade e faz descobertas, aprendendo muito sobre si mesma, o outro e o meio. 

Quando se trabalha o movimento, é necessário saber que as mudanças ocorrem em todas as crianças, porém em ritmos diferentes. A educação psicomotora consiste em desenvolver nelas os pré-requisitos psicológicos indispensáveis ao aprendizado, pois esse processo leva cada criança a tomar consciência do próprio corpo e da sua lateralidade, a situar-se no espaço e no tempo, adquirindo habilidade e coordenação nos gestos e movimentos. A educação psicomotora responde, portanto, a dupla finalidade: 

a) Assegurar o desenvolvimento funcional, considerando as possibilidades da criança. 

b) Ajudar sua afetividade, expandir-se e equilibrar-se através do intercâmbio com o ambiente humano. 

O brincar não significa apenas recrear-se, antes pelo contrário, é a forma mais completa que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo. 

A criança precisa ter tempo e espaço para brincar. É importante proporcionar um ambiente rico para a brincadeira e estimular a atividade lúdica no ambiente familiar e escolar, lembrando que rico não quer dizer ter brinquedos caros, mas fazer com que elas explorem as diferentes linguagens que a brincadeira possibilita (musical, corporal, gestual, escrita), fazendo com que desenvolvam a sua criatividade e imaginação. 

É ao brincar que a criança aprende o que mais ninguém lhe pode ensinar. É dessa forma que ela se estrutura e conhece a realidade. Além de estar a conhecer o mundo, está a conhecer a si mesma. Ela descobre, compreende o papel dos adultos, aprende a comportar-se e a sentir-se como eles. 

O ato de brincar pode incorporar valores morais e culturais, em que as atividades podem promover a autoimagem, a autoestima, a cooperação, já que o lúdico conduz à imaginação, fantasia, criatividade e à aquisição de um sentido crítico, entre outros aspectos que ajudam a moldar as suas vidas, como crianças e, futuramente, como adultos. 

É através da atividade lúdica que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, integrando-se nele, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a cooperar com os seus semelhantes: a conviver como um ser social. 
“ (...) a representação simbólica no brinquedo é, essencialmente, uma forma particular de linguagem num estágio precoce, atividade essa que leva diretamente à linguagem escrita.” (Vygotsky, 1991)
Linguagem oral, leitura e escrita 

As atividades na área de Linguagem devem dar oportunidade à criança de exprimir, de formas variadas, ideias e sentimentos. Através do desenho, da oralidade, da dramatização, da escrita e de diversos outros meios, a criança desenvolverá linguagem própria, com autonomia e vocabulário rico. 

Compreendendo que a linguagem é produzida nas relações sociais e que a criança só se apropria da língua à medida que participa da vida de outras pessoas que já a dominam, alunos e professores são chamados a participar das atividades para fortalecer laços afetivos tão importantes nessa faixa etária e garantir que o trabalho realizado estabeleça vínculo com a realidade da criança. 

Nessa concepção, a linguagem não é inata, nem reconstruída pelos indivíduos, mas sim produzida por eles em suas relações sociais. Assumir essa perspectiva de que a linguagem é produzida pelos homens e que as crianças se apropriam dela, em vez de reconstruí-la, significa dizer que se deve ensinar a criança a usar a linguagem, seja ela oral, gestual, desenhada ou escrita, em situações de uso real, valorizando sua função social de comunicação. 

Por isso, em todas as atividades, deve haver a valorização dos textos orais. Assim, nesta faixa etária, a leitura feita pelo professor às crianças, indicada por gestos, desenhos e símbolos gráficos que correspondem à oralidade no momento da leitura, produz as primeiras possibilidades de aquisição do conhecimento sobre o código especial que se transformará, futuramente, na escrita. Dessa forma, a literatura infantil deve estar presente nas atividades de todos os níveis escolares, fazendo a criança ouvir, ler, dramarizar, ilustrar, contar histórias e, assim, desenvolver uma forma discursiva de linguagem. 

É na interação, na interdiscursividade, que a criança compreenderá o funcionamento da linguagem, isto é, para que, para quem, onde, quando e por que ela irá ler ou escrever. 


Linguagem Matemática
"Aritmética não vem de livros, nem de explicações do professor, mas de cada pensamento das crianças, à medida que aritmetizam logicamente a realidade". (Constance Kamii)
O Conhecimento Matemático não se constitui num conjunto de fatos a serem memorizados. Aprender números é mais que contar, muito embora a contagem seja importante para a compreensão do conceito de número. As idéias matemáticas que as crianças constróem na Educação Infantil serão de grande importância em toda a sua vida escolar e cotidiana. 

Uma proposta de trabalho com a Matemática deve encorajar a exploração de uma grande variedade de ideias matemáticas, não apenas numéricas, mas também aquelas relativas à geometria, às medidas e às noções de estatística, de forma que as crianças desenvolvam e conservem com prazer uma curiosidade acerca da matemática, adquirindo diferentes formas de perceber a realidade. 

No ensino de Matemática, o mais importante é o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático e da autonomia da criança. O pensamento lógico-matemático é fruto de construções internas que se dão na mente de cada um, e não tem como serem treinadas ou transmitidas. 

Uma proposta assim incorpora contextos do mundo real, as experiências e a linguagem natural da criança no desenvolvimento das noções de matemática, sem, no entanto, esquecer que a escola deve fazer o aluno ir além do que parece saber, deve tentar compreender como ele pensa, que conhecimentos traz de sua experiência no mundo e fazer as interferências no sentido de ampliar suas noções matemáticas. Isto implica numa orientação do ensino que incorpora as brincadeiras, as histórias, cantigas, os jogos de regras, as atividades lúdicas, a elaboração de coleções, as atividades culinárias como fontes de aprendizagem, de forma que as crianças desenvolvam e conservem com prazer uma curiosidade acerca da Matemática, adquirindo diferentes formas de perceber a realidade, numa prática educativa focalizada na construção de um ambiente que atue como educador e que respeite os ritmos individuais no brincar, descobrir, interagir e produzir cultura. 


Meio Ambiente

A questão ambiental está em alta por uma razão simples: necessidade de sobrevivência. Quanto mais cedo o tema for abordado com as crianças, maiores as chances de despertar a consciência pela preservação. Por isso, a educação para uma vida sustentável deve começar já na educação infantil. O objetivo definido pelo Referencial Curricular Nacional é observar e explorar o meio ambiente com curiosidade, percebendo-se como ser integrante, dependente, transformador e, acima de tudo, ter atitudes de cuidado e conservação. 


Educação Alimentar

O papel da escola na formação de bons hábitos alimentares é uma grande preocupação da atualidade. É necessário haver a preocupação de oferecer refeições balanceadas, nutritivas e saborosas, na certeza de que, cultivando bons hábitos, a chance de incorporá-los no dia-a-dia da criança é bem maior. Crianças com bons hábitos alimentares formarão jovens e adultos mais conscientes e preocupados em fazer refeições e lanches saudáveis. 

Não se pode esquecer que a infância é o período ideal para o desenvolvimento dos bons hábitos alimentares, pois é durante a fase infantil que esses hábitos são adquiridos. 

A introdução de novos hábitos alimentares deve ser feita através de um trabalho educativo gradual e persistente. 

Devem ser apresentadas atividades lúdico-didáticas que despertem o interesse das crianças para o aprendizado sobre a importância de uma alimentação mais saudável, como se alimentar adequadamente e o prejuízo que certos alimentos causam à sua saúde, além de estender a formação dos bons hábitos alimentares às famílias das crianças. 

Observação: Vale esclarecer, que para alcançar as menções citadas em cada linguagem, serão utilizadas músicas e poesias de Vinícius de Moraes, atendendo assim, a proposta pedagógica deste ano letivo. As canções do compositor irão disparar temas e práticas necessárias e interessantes ao grupo de crianças, ampliando as discussões a partir das letras das músicas e do que elas inspiram e provocam na educadora e na turma. 


Avaliação

No que diz respeito à avaliação, acredito que a melhor sugestão, seja o acompanhamento longitudinal do progresso do aluno, isto é, comparar a criança consigo mesma, não com outras crianças. É importante lembrar ser fundamental o redirecionamento da aprendizagem mediante observação das hipóteses que a criança faz, não aceitando a mecanização que desrespeita o processo de construção individual do aluno. Trata-se, portanto, de uma avaliação formativa. 

Na condição de mediador, o educador acompanha o progresso do educando, tendo indicadores básicos e contínuos de suas ações e atividades, sem, contudo atribuir caráter de avaliação formal por meio de testes, porque essa atitude descaracterizaria os propósitos da Educação Infantil. 


Organização do cotidiano educativo


Roda da conversa: Os objetivos da roda incluem a promoção do desenvolvimento intelectual, social e moral por meio de atividades envolvendo autorregulagem, cooperação e coordenação de perspectivas. As práticas desenvolvidas neste momento privilegiado do trabalho diário com as crianças incluem músicas, literaturas, temas especiais, rotinas, chamada, escolha dos ajudantes, planejamento das situações, combinado de regras, tomada de decisões, discussão de problemas na sala e dilemas sociais e morais. Deve durar entre 15 e 20 minutos ou quanto for necessário. Geralmente, é feita na entrada de cada período.


Cantinhos/ Atividades diversificadas: Essa hora talvez seja a mais importante do período. Trata-se de um momento no qual as crianças optam por produzirem em grupos menores, através de jogos de faz-de-conta, atividades de conhecimento físico, manuseio/ leitura de livros de histórias, brinquedos diversos como jogos de tabuleiro e de encaixe, expressão artística. As atividades propostas devem atrair os interesses das crianças, desafiarem seu raciocínio e estimular sua autorregulagem e cooperação. Durante a hora dos cantinhos, o professor intermedeia as negociações e experiências compartilhadas entre elas. Dessa forma, temos como alguns exemplos de cantinhos: desenho, pintura, recorte e colagem, faz-de-conta (casinha, ferramentas, cantinho da leitura), brinquedos diversos, jogos, construções tridimensionais, modelagem etc.


Hora da arrumação: É um momento para se trabalhar o desenvolvimento dos sentimentos de necessidade moral e responsabilidade das crianças. Os cuidados com a sala devem ser motivados por atitudes de consideração e justiça para com todos no grupo. É importante encorajar as crianças a assumirem esta responsabilidade, os profissionais da educação devem reduzir sua autoridade e entregarem a autoridade moral para elas, promovendo o desenvolvimento da autorregulagem das mesmas. Os problemas com a arrumação inevitavelmente oferecem oportunidades para discussões que ajudam as crianças a refletirem sobre as razões práticas e morais para a limpeza, organização e consequentemente, preservação dos bens e do meio em que estão inseridas.


Parque e/ou atividades externas: Acontecem fora da sala de aula e o professor deve se preocupar em oferecer várias opções para que as crianças possam brincar, imitar, movimentar-se e criar em interação com os colegas, de forma livre ou dirigida pela educadora. Devem acontecer nas diferentes áreas externas da unidade escolar, compreendendo todos os espaços da escola como espaços educativos.


Lanche/Higiene/Escovação: A hora da merenda e higiene é mais do que apenas um momento para a satisfação das necessidades fisiológicas. É uma situação rica em potencial para partilhar experiências, tão centrais ao desenvolvimento infantil do entendimento interpessoal. O humor infantil é especialmente prevalente durante as refeições. É importante que os educadores envolvidos permitam que as crianças sentem-se onde e com quem desejam, oferecendo auxílio, lembrando-as sobre bons hábitos de saúde, higiene e nutrição. Além disso, é necessário encorajá-las a experimentarem tudo o que é oferecido, não desperdiçando, envolvendo-as na limpeza. Nossa proposta é fazer o autosservimento, em que cada um escolhe os alimentos que irá consumir e se serve. A prática de higiene pessoal também é aproveitada para estabelecer vínculos afetivos com a equipe escolar envolvida e trabalhar conteúdos dos conhecimentos físico, social e lógico-matemático. 

Os registros individuais serão feitos através de relatório, ou seja, texto escrito que registra a ação da criança durante a realização das atividades propostas, contextualizando, nos objetivos dos projetos de aprendizagem e na internacionalidade pedagógica daquele período, as observações na ficha de registro de cada criança. As informações do relatório devem ser discutidas com a coordenação pedagógica para que sejam apresentadas, de fato as conquistas e também as dificuldades das crianças para que intervenções sejam planejadas com maior fidedignidade às necessidades e curiosidades das mesmas. O texto do relatório deve ser claro e objetivo, com linguagem acessível aos pais ou responsáveis das crianças, pois se constitui em instrumento necessário para o acompanhamento da família. Com as informações documentadas nas fichas e no relatório, os professores, a coordenação pedagógica e a direção da instituição poderão além de refletir, acompanhar e avaliar o trabalho realizado, cabendo à direção sistematizar os dados coletados e informar aos pais ou responsáveis a avaliação da aprendizagem das crianças.


PLANEJAMENTO TRIMESTRAL
Primeiro trimestre (Fevereiro, Março, Abril)

Romero Brito – Brendans Cat

Canções 
O Peru - Vinicius de Moraes 
O Porquinho - Vinicius de Moraes 

Práticas Pedagógicas

Ø    Características dos animais
Ø    Letra da música
Ø    Expressão Corporal
Ø    Dança
Ø    Habitat
Ø    Alimentação
Ø    Leitura de livro/história
Ø    Filme (Happy Feet)
Ø    Desenhos referentes aos animais
Ø    Produção dos animais em 3D


Segundo trimestre (Maio, Junho, Julho)

Romero Brito –Land of Milk and Honey

Canções

A Formiga – Vinicius de Moraes 

As Abelhas - Vinicius de Moraes 

Práticas Pedagógicas 

- Meio Ambiente: animais e plantas 

- Pesquisa na escola referente aos animais e plantas que podem ser encontrados no ambiente escolar 

- Movimento Corporal 

- Plantar flores 

- Letra da música 

- Filme (Vida de Inseto) 

- Associação com músicas do CD Palavra Cantada 

- Construções em 3D

Terceiro trimestre 
(Agosto, Setembro)]
Tarsila do Amaral – Família

Canções                      

Os Bichinhos e O Homem - Vinicius de Moraes

Menininha - Vinicius de Moraes

O Relógio - Vinicius de Moraes


Práticas Pedagógicas

-    Moradia
-    Família
-    Fotografias
-    Convidar a família para contar a história do nascimento da criança
-    Pesquisa da história do nome
-    Museu do bebê
-    Construções em 3D
-    Livro: Bom dia Marcos

Quarto trimestre 
(Outubro, Novembro, Dezembro)
Romero Brito - 
Piano-man

Canção 

Aula De Piano – Vinicius de Moraes

Práticas Pedagógicas

-    Música
-    Instrumentos musicais
- Pesquisar entre as famílias possíveis músicos para que venham realizar apresentações para as crianças
-    Notas musicais e seus sons
-    Diferentes ritmos (samba, música raiz, bossa nova, clássica)
-    Diferentes épocas (anos 60, 70, 80...)
-    Confecção de instrumentos musicais com sucata
-    Sequência rítmica
-    Quantidade


Bibliografia


BRASIL. Ministério da educação e do Desporto/Secretaria do Ensino fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: introdução. Brasília. V. 1. 1998.
KAMMII,Constance. A criança e o número. Campinas-SP: Papirus,1995.
SMOLKA: GÓES, M.C.R. (Org.). A linguagem e o outro no espaço escolar. Vigotsky e a constução do conhecimento. Campinas: Papirus.1994.

Sites